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Executivo do Citibank morto em SP planejava se casar - 15/12/2008

Segundo cunhado, vítima já procurava apartamento.
Homem foi morto na noite de domingo na frente de casa, na Zona Leste.

O superintendente adjunto do Citibank em São Paulo, Gustavo Gomes Matarazzo, de 34 anos, assassinado em uma suposta tentativa de assalto na noite de domingo (14), no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, estava procurando apartamento e planejava se casar novamente. Segundo informou seu cunhado, o advogado Armando Mendes, de 37 anos, Matarazzo era separado, não tinha filhos e estava namorando há muito tempo.

Mendes cuidava da liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta segunda-feira (15). O corpo foi liberado por volta das 10h40, mas a família não havia decidido ainda se o enterro seria nesta segunda ou na terça-feira (16) e preferiu não informar o nome do cemitério.

Segundo o cunhado, o executivo era uma pessoa muito bem humorada. "Ele sempre estava bem humorado, era um palmeirense muito bem humorado", comentou Mendes.

Matarazzo era formado em direito e administração e, de acordo com a família, tinha uma carreira promissora na área financeira. Ele inclusive já tinha trabalhado durante um ano em um bando em Boston nos Estados Unidos.

De acordo com a delegada Valderês Lopes, titular do 52° DP (Parque São Jorge) uma testemunha foi ouvida. Essa pessoa, que mora na mesma rua onde ocorreu o crime, afirmou que por volta das 21h ouviu latidos de cachorro e foi até a janela ver o que acontecia. A testemunha viu a vítima e imaginou que ela estava brincando com os cachorros. Logo depois, ouviu o tiro, mas não viu os autores do disparo.

Segundo a delegada, a mãe do executivo, que estava dentro de casa, saiu quando ouviu o tiro e viu dois homens mulatos correndo. Valderês acredita que foi uma tentativa de assalto. O caso foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A mãe da vítima deve ser ouvida quando tiver condições de prestar depoimento.
Peritos do Instituto de Criminalística foram ao local para colher provas na tentativa de auxiliar na elucidação do crime.

Crime

O crime ocorreu quando o executivo chegava na casa onde morava com a mãe por volta das 21h.
De acordo com informações da polícias, ao estacionar o carro, ele foi abordado por dois homens armados. As primeiras informações são de que ele teria reagido e foi alvejado com dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Os suspeitos fugiram sem levar nada e até a manhã desta segunda não haviam sido identificados.

Segundo o cunhado, a mãe da vítima estava dentro da residência com uma amiga quando ouviu os tiros. Ela saiu de casa rapidamente, mas quando chegou até a garagem, o filho já estava ferido e inconsciente. "Ela não conseguiu falar com ele, ele já tinha sido baleado", contou o cunhado.
Matarazzo nasceu em São Paulo e era o segundo de cinco filhos. Ele foi levado para o Hospital do Tatuapé, onde morreu.

A assessoria de imprensa do Citibank disse apenas que o banco lamenta o ocorrido. Na casa onde morava o executivo, não havia ninguém. Ele deve ser enterrado ainda nesta segunda-feira (15).

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ZERO HORA

04 de março de 2008 - Nº 15529

Violência

Porto Alegre supera Rio em assaltos
Atacante do Grêmio engrossa a lista de vítimas de ladrões de carros

Antes de transferir-se para o Grêmio, o atacante Soares, 22 anos, morou um ano no Rio. Jovem promessa do Fluminense, vivia passeando de automóvel pela Cidade Maravilhosa onde, conforme familiares, nunca foi importunado por assaltantes.

Transferido em fevereiro para o Olímpico, o jogador acreditava que Porto Alegre, quatro vezes menor, seria mais tranqüila. Estava enganado. No sábado, tornou-se mais uma vítima dos ladrões de carro na capital brasileira dos roubos de veículos.

Em Porto Alegre, a média mensal de roubos, em 2007, foi de 112 carros por grupos de 100 mil veículos, 24 a mais do que no rio, segundo dados oficiais. Isso quer dizer que os porto-alegrenses estão mais vulneráveis a ladrões de carros que os cariocas.

- Falei para ele que Porto Alegre era limpa e organizada - lembra o acadêmico de Direito Marcelo Cassanta, 33 anos, funcionário da prefeitura de Porto Alegre e primo da mulher do atacante, a gaúcha Lisânia.

Com um revólver apontado para a barriga, o jogador teve de entregar o seu Space Fox, novo, carregado de objetos pessoais, diante da casa de Cassanta, na Rua Gomes Jardim, bairro Santana. O carro apareceu vazio em Viamão, no domingo. Conforme Cassanta, os bandidos roubaram DVD, MP3, celulares, filmadora, câmera fotográfica, fardamentos do Fluminense e do Grêmio, chuteiras, roupas e álbuns com fotos de familia. Cassanta calcula o prejuízo em R$8 mil.

Jogador recém havia recebido objetos pessoais

Soares foi assaltado na noite de sábado, três horas após ajudar o Grêmio a golear a Ulbra por 4 a 0 pelo Gauchão. Além da vitória em que teve participação direta - marcou o terceiro gol -, Soares estava feliz, pois receberia pertences trazidos do Rio e de Santa Catarina, onde defendeu o Figueirense.

O atacante deixou o estádio na companhia de Lisânia e do pai dela, morador de Porto Alegre. Foram com o Space Fox com placas do Rio para a rodoviária esperar pela mãe de Lisânia, que trazia de Florianópolis parte dos objetos do genro e da filha. Às 21h, quando os quatro desciam do carro em frente à casa de Cassanta, um assaltante anunciou o roubo apontando um revólver para o jogador. O bandido mirou a arma na cabeça de Lisânia.

Já tentaram me assaltar duas vezes. São dois caras que rondam a Gomes Jardim e se escondem  em uma obra inacabada. Falta investimento em segurança em Porto Alegre - diz Cassanta.

Ele disse que o jogador pretende vender o veículo e comprar outro, blindado e com rastreador por satélite. Abalado e orientado pela direção do Grêmio a evitar entrevistas sobre o ataque, Soares preferiu o silêncio no domingo e ontem.

O inspetor Oara Benites da 2ªDP (Menino Deus) suspeita de ladrões que atuam no bairro Santana, classificado por ele como "propenso a roubos pela grande circulação de carros novos".

Fonte: Zero Hora - joseluis.costa@zerohora.com.br  -  José Luís Costa

 

 CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2008
Jovem é morto durante perseguição
Gleison Ferreira Lima, 25 anos, foi baleado ontem, no carro,
ao sofrer tentativa de assalto em Imbé - RS

A Polícia Civil do Litoral está à procura de dois homens acusados de assassinar Gleison Ferreira Lima, 25 anos, com um tiro nos rins.
O crime ocorreu ontem à tarde, na RS 786. em Imbé, no Litoral Norte. O carro em que estava a vítima, o Golf GTI, de Imbé, foi perseguido por um automóvel escuro, tripulado pelos dois criminosos.
Os acusados tentaram forçar a parada do veículo onde estava Lima e que era dirigido pelo tio dele, o comerciante João Batista Andrade D'Avila. Lima trabalhava no mercado do tio. O caso tem semelhança com o do empresário Lindomar Vargas Rigotto, 48 anos, que também foi assassinado com quatro tiros em 17 de fevereiro de 1999, quando perseguia assaltantes, em Atlântida.
Segundo o delegado regional Heraldo Guerreiro, João batista Andrade, dono do estabelecimento localizado na esquina das ruas Albatroz com Paraguassú, em Imbé, estava com mais quatro pessoas no carro: a mãe da vítima, a sua mulher, o filho de 5 anos e Lima. O comerciante levava um malote de dinheiro que iria depositar no bando.
Duas quadras depois, eles foram interceptados pelos criminosos, que tentaram fazer com que D'Avila pararasse o carro. Foram dadas duas pancadas na lataria do lado esquerdo do Golf, uma delas quebrando o espelho retrovisor. A mãe de Lima mora em Rondônia e não via o filho há dez anos. Ela havia chegado ontem em Imbé.
D'Avila conseguiu controlar o automóvel e arrancou em direção à RS786. Na rodovia, os assassinos começaram a disparar contra o Golf, um dos tiros acertou a parte traseira do carro e atingiu os rins da vítima, que estava sentada na parte de trás do veículo.
Desesperado, o comerciante encontrou uma patrulha da Polícia Rodoviária Estadual. Um dos PMs tomou a direção do carro e levou Lima para o hospital em Osório, onde o rapaz chegou morto. "Não sabemos ainda se havia alguém cuidando o local ou se já sabiam que ele levaria dinheiro" disse Guerreiro.


Golf foi perseguido pelos bandidos; uma das balas
atravessou a lataria (detalhe) e atingiu a vítima.

Mais informações sobre blindagem: (51) 8468.8985   -    www.fallavenaefallavena.com.br